Performance Coletivo brasileiro MEXA estreia em Portugal

Performance Coletivo brasileiro MEXA estreia em Portugal
Fotografia: D.R.

MEXA é um colectivo de São Paulo que junta artistas da cena e activistas, pessoas negras, trans, LGBTQIA+ e mães. O colectivo utiliza estratégias artísticas para defender e promover o encontro de uma diversidade de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Nesta que é a sua estreia em território nacional, os MEXA trazem ao TBA a performance POPERÓPERA TRANSATLÂNTICA que revisita a dance music dos anos 1990 e combina histórias pessoais com A Odisseia de Homero, que não é mais do que uma longa viagem com peripécias e obstáculos, tal qual a vida de cada pessoa em palco.

Mexa

Poperópera Transatlântica

O MEXA foi criado em 2015 após episódios de violência discriminatória em alguns centros de abrigo em São Paulo, no Brasil. Desde então, o colectivo formado por artistas da cena e activistas, pessoas negras, trans, LGBTQIA+ e mães explora e debate as distâncias e proximidades entre a rua e o museu, a vida e a arte, a política e a estética a partir de estratégias de improvisação e da criação colaborativa. Desde a sua criação, o MEXA tem levado a cabo várias diversas acções em alguns centros de acolhimento da região do Bom Retiro, em especial a Casa Florescer, o primeiro centro de acolhecimento de São Paulo destinado a mulheres trans em situação de sem abrigo.

Durante vários anos, o colectivo esteve sediado na Casa do Povo, um centro cultural revolucionário judeu criado em 1946 para promover os valores da solidariedade radical. Foi também aqui que o MEXA criou o seu último espectáculo, Poperópera Transatlântica, uma mistura de textos que relaciona as histórias pessoais de cada performer com A Odisseia de Homero, revisitando a dance music dos anos 1990. “Odisseia” vem de Odisseu, o nome grego de Ulisses, que enfrentou grandes perigos na sua viagem de regresso ao seu reino de Ítaca. Actualmente, a palavra odisseia evoca uma viagem árdua para qualquer pessoa. Se A Odisseia tivesse o nome de cada artista do MEXA, que trajetórias seriam contadas? Juntas em palco, com muito humor e glamour, misturam textos e canções, e experimentam modos de encenar e construir a sua própria mitologia para o presente.

 

O colectivo já se apresentou em mostras como a 14.ª VERBO, em 2018, na Galeria Vermelho; a 11.ª e a 13.ª Bienal Sesc de Dança, em Campinas, em 2019, e em São Paulo, em 2021. Em 2020, apresentou-se na 6.ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MIT-SP) e integrou a colectiva Histórias da Dança, no MASP. Em 2021, participou nas exposições Somos muit+s, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, e Começo de século, na Galeria Jaqueline Martins. Participou, ainda em 2021, no Festival Panorama Raft e do Festival Culto de 8 anuxxx, da Mamba Negra.

 

7 – 8 Outubro
sábado e domingo 19h30

12 eur. (integrado no Passe Cultura, apenas disponível na Bilheteira do TBA)
Duração 90 mins.
M/14

CLUBE ESPECTADOR
7 Outubro
Com a moderação da artista transdisciplinar Aura da Fonseca